Viagem a trabalho: chegando no escritório com bom humor

Eu curto apreciar a vida e o dia a dia dos nativos toda vez que viajo. Acho interessante observar os hábitos, entender como as pessoas se comportam, essas coisas. Viajando sozinho então, fica fácil se distrair observando os outros!

Em Londres e a trabalho, eu poderia não somente observar, mas também viver como um nativo por alguns dias, como num “reality show”. (Um pequeno parêntesis: tem tanta câmera CCTV vigiando Londres que muitas vezes, você acha mesmo que vive num reality show, mas isso é outra história).

Por alguns dias, eu saí correndo atrasado do hotel, carregando meu Daily Telegraph em passadas aceleradas para a estação de metrô mais próxima (Hyde Park Corner), de onde eu seguia até a estação Green Park para uma longa e interminável troca de linhas (Piccadilly e Jubillee). Dali, eu seguia direto para a casa do Canário (Canary Wharf), lendo meu jornal, ouvindo meu Ipod, em pé, observando o povo ao redor. Já na estação onde eu descia, eu comprava meu café da manhã como eles fazem e carregava tudo para minha mesa no escritório, não sem antes pegar um chá com leite…

Uma experiência antropológica interessante é verdade, mas apenas por alguns dias. Com o sol nascendo às 4 horas da manhã, eu havia planejado que se o dia amanhecesse bonito, eu faria um programa diferente antes de ir trabalhar. Eu acordaria uma hora mais cedo e faria o caminho mais longo para chegar ao trabalho…

Sim, eu consegui saltar da cama mais cedo!!!! Quase não muito mais cedo, mas eu havia deixado tudo pronto na noite anterior, feito a barba, separado a roupa, deixado até o cinto na poltrona para não perder tempo. O plano era banho e rua.

st-james-pk.jpg

Segui caminhando do meu bem localizado hotel no Hyde Park Corner (no entroncamento do Green Park com o Hyde Park, entre Mayfair e Belgravia), direto pelo Green Park até chegar à casa da minha vizinha mais ilustre, a Rainha e seu humilde palácio.

buckingham.jpg

Nesse dia, ela com certeza estava em casa, a bandeira estava hasteada e os jornais davam os detalhes de como tinha sido o cerimonial de troca de Primeiro-Ministro menos formal de todos os tempos. (Diferentemente do filme A Rainha, parece que o Gordon Brown não precisou se curvar e beijar a mão da Majestade, azar do Blair que beijou).

bandeiras-do-palacio.jpg

Da casa da Rainha, eu cruzei o The Mall e segui pelo St James Park em direção a Westminster.

big-ben.jpg

Quando eu vi o Big Ben e percebi que a primeira coisa que eu havia pensado era que estava ficando tarde para minha reunião e que precisava tomar o metrô logo, caí na real e vi que a brincadeira de ser nativo não tinha graça nenhuma, eu queria mesmo era ser turista e poder continuar caminhando e cantando e seguindo a canção do meu mp3… Resignado, mas feliz, peguei o metrô apressadamente ali em Westminster, li meu jornal, em pé, como todo mundo… Como todo mundo?

Não, já não era mais como todo mundo, eu já tinha começado o meu dia com um belo programa e com bom humor!!!

Veja também na série “Viagem a trabalho”:

* Aproveitando o pouco tempo livre
* Onde se hospedar
* Londres-viajando a trabalho

4 Respostas para “Viagem a trabalho: chegando no escritório com bom humor

  1. Jorge Bernardes, yo estuve en Londres un fin de semana, lo justo para ir de museos.
    Iba hacia Escocia y no entraba en mis planes conocer mejor la ciudad, pero siempre he tenido ganas de ir a Londres fuera de la temporada de verano.
    Cuando fuí estaba desierta de londinenses (era Agosto).
    Pero por las fotos tan fantásticas que has hecho me doy cuenta que no tiene nada que ver Londres de ahora y de hace unos cuantos años.
    Parece otra ciudad mucho más dinámica y colorista.
    Beijos a Clara y a sua esposa.

  2. Jorge, acho que a brincadeira antropológica tem graça justamente porque é parte de ser turista… Eu, pelo menos, quando estou fora da cidade, me divirto até em engarrafamento e ônibus lotado…😀

  3. Maravilhoso ! Gostei mesmo Jorge !!

  4. Carmen, os museus de Londres são espetaculares e gratuitos!!!! Desta vez, passei em frente à Tate Gallery e não pude entrar, vc não sabe como fiquei com pena.

    Carla, realmente essa tripulação do VNV é bem coesa, eu também curto praticamente qualquer coisa em viagem… Tudo chama a atenção.

    Sylvia, volte sempre. Valeu pelo elogio!

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