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Bath: City-tour assim, eu “recomeeeeindo”!

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Olha a equipe do “Receptivo”: Guias GiraMundo!

Não gosto de city tour! Está inclusive nos meus mandamentos de viagem. Simplesmente não combina com meu jeito de viajar, mas visitar uma cidade nova em companhia de amigos que conhecem bem o lugar…Taí um city tour que eu fecho na hora e faço com gosto!

Foi assim que eu conheci Bath. Num city tour relâmpago e com tempo péssimo! Mas com 2 guias só pra mim.

Quando meu amigo do trabalho, Handy-Andy, se ofereceu para me levar à Bath, eu topei na hora. A simpática esposa dele, Lou, é de lá e eles viveram 15 anos na cidade. Ao saber disso, eu sabia que não poderia perder o programa. Era a minha chance de conhecer algo Além-Heathrow… Mudei meu bilhete de retorno de sexta para o sábado só pra fazer city tour.

Combinei com o Andy que a gente se encontraria na estação de trem próxima da casa dele em Winchester. Uma localidade “high class-beautiful people” a sudoeste de Londres. De lá, eles me levariam à Bath e me deixariam em Heathrow na volta. Pô, city tour + traslado, isso é quase um pacote!

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2000 anos de História em 5 curtos parágrafos!

Contam os livros de História ingleses que Bath foi fundada pelos Celtas da tribo Dobunni que descobriram as fontes termais. Eles acreditavam que as fontes eram sagradas. Diz o folclore inglês que um príncipe dessa tribo (Bladud) havia contraído lepra e foi curado com aquelas águas. Lenda ou não, assim como hoje, tudo o que não podia ser explicado era atribuído a Deus e/ou sua equipe, então, desde sempre, Bath foi um lugar sagrado para todos os povos que conquistaram a região.

Os Romanos chegaram e sempre muito pragmáticos, conquistaram o novo território, dominaram o povo e… acharam melhor não mexer com a crença do povo nativo, afinal era assim que eles faziam. Assim, os Romanos respeitaram os costumes e crenças dos Celtas (Também não sabiam explicar a origem das fontes) e confirmaram a atribuição aos Deuses para não arrumar mais encrenca… O negócio deles era o trabalho explorado, os recursos, o comércio, etc)

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O que os Romanos não podiam abrir mão era de trazer a “infra”. Sim, disso eles entendiam.
Recém chegados do clima ameno do Mediterrâneo, eu imagino que eles viram as fontes ali “underdeveloped” e pensaram:

“Isso aqui daria um ótimo spa! Mão na massa, escravos!”

Foi daí que surgiram as termas mais “quentes” que o Império construiu fora de Roma!

Os Romanos foram colocados pra correr pelos povos Bárbaros da Irlanda, Escandinávia e do norte da Grã Bretanha e, mais recentemente já em tempos Victorianos, a família Real mandou construir um monte de coisa sobre as ruínas Romanas, porque eles se achavam os tais e precisavam de uma infra mais atualizada para curtir as águas quentes.

Através de 2000 anos, mudaram-se os atores, mudaram-se os cenários, mas a História se repete sempre igual. Eita, Evoluçãozinha lenta!

Veja só, eu soube de tudo isso ainda no carro, antes de chegar à Bath. Quando chegamos, a História ficou bem pessoal.

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A História que vale um city tour

Fazia anos que o Handy-Andy e a Lou não visitavam a parte histórica e central de Bath e assim que o passeio começou, notei que aquilo estava funcionando quase como uma regressão para eles… Ao virar a cada esquina, histórias e mais histórias passaram a ser lembradas e os papéis se inverteram, o passeio era deles, já não era mais meu. Eu era um simples Brazilian excuse.

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Casa onde a Lou cresceu em Bath. Ela ficou feliz por eu ter batido a foto e enviado pra ela. Em visita turística pela cidade, você bateria uma foto dessas?

Mas é aí que o passeio fica mais legal. Eu não teria gostado tanto de Bath se não tivesse ouvido, visto e dado risada com as histórias deles. A igreja onde o Andy tocava violão na porta pra levantar uns pounds, o pub onde eles se conheceram, o rio onde eles nadavam depois das aulas e tantos outros lugares não teriam sido tão especiais se não tivesse uma história de fundo tão interessante para se ouvir. Foi um barato!

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E se não fosse por eles, eu também não teria conhecido o Café Rouge, um legítimo restaurante de cadeia de sangue inglês com tema francês que é Bom-Bonito-Barato. Eles me falaram que os franceses acham um crime uma cadeia inglesa de restaurantes “tipo francês”, mas eu achei ótimo, o atendimento é ótimo, as refeições são deliciosas e o preço bem acessível. O mínimo que eu poderia fazer era pagar o almoço pra eles.

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Curiosamente, a última parada do city tour foi no lugar mais turístico de Bath, as Termas Romanas! Meus guias me deram o ingresso, um livrinho e ainda alugaram o aparelho para eu ouvir toda a História do lugar com detalhes. Isso é que são guias!!! (Eles devem ter mesmo gostado do tour que fiz pra eles no Rio e SP quando estiveram no Brasil).

Não posso deixar de dizer que as Termas são realmente tudo aquilo que eu ouvia falar e que valem a viagem. Curti demais!

E teve mais, teve passeio extra! Sem custo adicional, meus guias passaram por Stonehenge, mas o tempo estava inglório, nada convidativo.

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Eles pararam o carro, eu desci e com o pé cheio de lama e muito vento frio de verão inglês na cara, consegui constatar que Stonehenge só vai me interessar mesmo se em algum dia, algum amigo bem entendido do assunto OVNIs e ETs voltar a me levar lá 🙂 . Do jeito que eu vi ali, todo mundo em ônibus de excursão seguindo o guia com guarda-chuva e bandeirinha, eu tô fora!