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Bebê Plaza Hotel

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Você conhece o Bebê Plaza Hotel?

Como não? Esta é uma das maiores e mais diversificadas redes de hotéis do mundo!

Presente em todos os destinos de interesse, o Bebê Plaza está de berços e cercadinhos abertos esperando você, bebê moderno e exigente que viaja com seus intrépidos papais e mamães ao redor do mundo!

Entre uma troca de fralda e uma mamadeira, nós descobrimos que nem só de resorts e hotéis-fazenda vive o mundo das viagens com bebês. A resposta é bem simples. Quase qualquer hotel pode se transformar num ambiente hospitaleiro para bebês.

Localização

Comece a escolher o hotel pela localização. Se a cidade for muito grande, pense nas atrações ou passeios que você quer fazer e resuma sua busca por um hotel da região.

Não há prazer maior numa viagem com bebês do que uma simples saidinha do hotel que se transforma no melhor programa do dia.

Invista na localização bem mais do que você investiria normalmente. Menos deslocamentos, menos problemas.

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Acampamento? Não, quarto compacto!

Escolha o SEU berço

Você escolhe o seu berço, porque o do bebê já está escolhido. Ao que me parece e pela experiência dos 4 hotéis onde nos hospedamos com a Clara nestes 6 meses, os berços oferecidos pelos hotéis são sempre iguais. Parecem cercadinhos, são sempre azuis e são mais confortáveis do que parecem. A Clara não estranhou nenhum deles.

A cama dos pais pode ser king ou queen, você define. A do bebê é só solicitar no momento da reserva e você já sabe como será.

Aproveite esse contato com o hotel para tentar sentir como o seu bebê será recebido. Escreva claramente a idade do bebê e pergunte se há algum problema.

Será na resposta do hotel que você perceberá se o seu hotel alvo é ou não um verdadeiro Bebê Plaza Hotel.

Em inglês, o aviso sobre berços costuma ser algo como “baby cot/crib available upon request”.

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Quem precisa de um “Club Sandwich” com um serviço de quarto destes?

Serviço de quarto

Não é essencial, mas se tiver, é bem cômodo. O nosso hotel em Viena tinha um restaurante árabe caprichadíssimo, um dos melhores da cidade. Os mesmos pratos do restaurante eram servidos também no quarto com a mesma qualidade e apresentação, um luxo que valeu a pena!

Quando o hotel não tem serviço de quarto, normalmente a recepção indica um serviço de entrega de restaurantes da região. É uma opção para noites em que não dá pra arriscar jantar fora com o bebê ou quando o jantar-supermercado fica muito recorrente. Ainda por cima, é uma forma surpreendentemente econômica de jantar.

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Jantar a três, faltou fazer a mamadeira da Clara!

Fale com quem entende, os bebês

Ou com os pais deles. Os melhores Bebê Plaza hotéis costumam ser identificados por outros turistas-bebês que já usam fraldas de tamanhos maiores. Procure informações nos comentários de viajantes no Trip Advisor e no Venere.

Use a expressão em inglês “travelling with young children” ou “traveling with babies” acompanhado do nome da cidade pesquisada.

O comentário de uma hóspede americana que viajou com um bebê de 6 meses foi decisivo para escolhermos o Intown em Roma. Jamais pensaria que um hotel daqueles, perfeito para uma viagem a dois, seria tão receptivo com a Clara.

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O sofá virou trocador. A mesinha de centro um tatame para o jantar.

Bebês são espaçosos

Bebê Plaza 5 estrelas que se preze oferece quartos espaçosos. Espaço para você transformar uma mesinha num trocador, para o papai não tropeçar no berço, para você deixar um lado do quarto apagado e outro aceso, para acomodar a banheira-pato Juca com conforto.

Faz uma diferença, foi no último hotel que nos hospedamos na Europa, o Hotel Roemer de Amsterdam, que sentimos falta de mais espaço no quarto. Sendo bem justo, talvez esse seja o único defeito desse hotel que é excepcional.

Baby Shuttle

Que delícia é chegar e ter alguém nos nos esperando com uma plaquinha com meu nome. Numa viagem com bebês, isso é mais um exemplo de algo caro que sai barato. Aliás, nem tão caro assim. Em Amsterdam e Viena, o preço foi bem próximo do táxi comum.

E o benefício não tem comparação. O motorista te dá uma força com as malas, você não precisa se preocupar com uma eventual reclamação de motorista de táxi com o tamanho da sua bagagem. Nada!

E o mais importante. Lembre-se de que além da bagagem extra, tem uma “malinha” que não dá pra apoiar no chão e ocupa um par de braços que seriam fundamentais para ajudar o papai a carregar as malas!!!

Acabou de ficar bem barato, não? Eu diria que ficou quase de graça 🙂

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Viagem com bebês: Jantar à luz de poste!

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– Sssshhhhhhhh! Fala baixinho!

– Você viu o saca-rolhas?

– Acho que está embaixo do queijo pecorino…

– A Clara vai acordar… melhor apagar o abajur também.

– Mas eu já não estou enxergando n-a-d-a.

– Apaga, apaga, ela tá acordada, será que vai chorar?

– Se a luz estiver apagada, não!

– Apaga tudo e abre a cortina.

– Olha como tá bonito aqui fora…

– A cidade foi dormir, só sobrou a gente…

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– Ficou lindo e super romântico!

– Pois é, quem diria. Deu certo. E a Clara continua quietinha.

– Ela vai dormir logo.

– Dormiu já.

– O vinho tá delicioso! Nada como um vinho de supermercado da Via dei Condotti!!!

– E essa mussarela de búfala? O que é isso? Eu preciso me mudar pra Itália.

– Vamos largar tudo e ficar aqui?

– Enche a taça e não fale duas vezes. Ah, como eu adoooooooro estar aqui!!!!!!

– Que pão delicioso!

– Eu também quero, me passa a faca, por favor.

– Onde será que a faca foi parar?

– Aqui, toma.

– Não tô enxergando direiiiitoooo.

Bash, Bow, Boomp!!!!!!

– Hahahahahaha, caiu a faca. A Clara vai acordar.

– Ssssshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

– Acordou, não! Olha lá no berço. Agora, só amanhã.

Zzzzzzzzzzzzzzz (participação especial da Clara)

– Melhor assim, vai mais vinho?

Reconstituição fiel dos fatos até onde o vinho nos permitiu lembrar…

“Tio”-filósofo Sócrates ensina a viajar com bebês

De repente, bateu uma insegurança:

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    “Será que nossa coragem em sair mundão afora passeando com a pequena Clara à tiracolo, ainda tão pequenininha, poderia ser explicada pelo nosso total desconhecimento sobre o universo infantil e seus riscos?”

A Clara, a gente sabe, não tem noção de perigo, mas será que os pais dela também não têm? Faz sentido, afinal, somos pais-em-treinamento, a inexperiência é a nossa marca!

Resolvi jogar duas palavrinhas, ignorância e coragem, no Google e achei esta frase forte num texto filosófico que debate as visões de Sócrates e de sofistas e que acabou por me devolver a auto-estima!!!

“Covardia é ignorância do temível, coragem é sabedoria”.

Não fui eu quem disse, foi o filósofo Sócrates! Sim, é verdade. Esse grego já sabia tudo sobre viagem com bebês. Coragem é uma virtude que se aprende com o conhecimento do que está por vir. Eu constatei rapidinho que os passeios que deram mais certo na viagem, foram justamente os mais planejados. Foram aqueles em que a gente sabia de todos os detalhes: a que hora sair, aonde ir, como e quando voltar.

A verdade é que passeios “Alegria, Alegria” normalmente não funcionam com bebês. Caminhando contra o vento, sem lenço sem documento

Em casa, com alguma experiência em viagens, a gente já havia conseguido antecipar várias situações, mas outras a gente aprendeu mesmo “na raça”. Foi a Clara que nos ensinou e mostrou os limites, inclusive para que chegássemos à conclusão de que tudo gira mesmo em torno da:

Lei Universal da Mamada

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    O ciclo de mamadas precisa ser respeitado para conforto do bebê. A vida dos pequenininhos gira em torno de comer, brincar, trocar fraldas (eca de novo!) e dormir.

    Este ciclo se repete várias vezes ao dia. Quando o bebê nasce, o intervalo das mamadas é de cerca de 3 horas e depois vai aumentando pouco a pouco, qualquer pai sabe disso.

    Na teoria, dá pra fazer todo o ciclo, uma ou várias vezes ao dia, fora de casa. Brincar/estimular o bebê é sempre possível e gostoso em qualquer lugar, mas mamar sempre num banco de praça, restaurante ou parque e dormir no carrinho o dia inteiro podem ser cansativos para o bebê e para os pais também. Com isso em mente, surgiram várias idéias:

Idas e vindas

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    Em Roma, qualquer saída do hotel já é um programão!

    É importante que os passeios sejam de curta duração e distância. Assim, entre eles, no hotel, a gente descansa um pouco, troca fralda, coloca o bebê para um cochilo, dá banho, etc.

Passeios sem escalas

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    Passear sem destino com bebês só funciona se o objetivo for esse mesmo, não chegar a lugar nenhum. Isso é uma delícia, devo dizer, mas se há algo que você queira ver, então é melhor ir direto ao ponto sem preliminares.

    O que você quer ver? “Eu quero ver o Coliseu”. Pois bem, então vá direto ao Coliseu com o bebê. Se der, depois de curtir o Coliseu, você estica o passeio dali para outro lugar, mas só se der! Garanta o seu passeio-objetivo original.

    Acho que vale a pena também tentar identificar um “ponto de escape”, um café, restaurante ou algum lugar no caminho ou no destino para usar como base em caso de necessidade. Se a coisa “apertar”, você corre pra lá, pede alguma coisa e se instala para cuidar do bebê. Assim, ninguém perde o passeio.

Vou de táxi…

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    Linda vista de Roma a partir do carrinho da Clara.

    Fizemos o uso do táxi sem medo de ser feliz para todos os lugares que não conseguimos chegar “de carrinho”. Algumas vezes fomos “de carrinho” e voltamos de táxi ou vice-versa.

    Táxi em viagem com bebês é o melhor exemplo de algo caro, mas que acaba saindo barato. Foi uma ótima surpresa. Todos os taxistas nos deram uma força com o carrinho, foram super pacientes, nenhum reclamou das curtas distâncias, valeu muito a pena.

    Em Roma, onde usamos mais o táxi, as corridas custaram em média 8 Euros. Bebês adoram passear de carro! É legal tentar entender como funciona o serviço de táxis da cidade antes de usá-lo. Em Amsterdam quase não precisa, mas a gente só arrumou um quando pediu por telefone. Em Viena, usamos pouco, mas é fácil e há pontos espalhados. Em Roma, o serviço de telefone não funciona, há pouquíssimos pontos, mas de forma geral, os carros vazios circulam bastante.

Faça chuva ou faça sol

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    Que tem que levar carrinho, fralda e mamadeira, a gente já sabia. Mas também é fundamental levar uma capa de chuva para carrinho e uma sombrinha (que eu não levei e me arrependo).

    É difícil adivinhar o tempo em cada lugar, a gente não conhece. Em Amsterdam, o tempo estava bom, estávamos numa loja de brinquedos e ficamos uma meia hora lá dentro. De repente, quando saímos, o mundo estava para cair na nossa cabeça. Antes que pudéssemos chegar ao hotel, começou a chover e se não fosse a super-capa-de-chuva-Tabajara-para-carrinho-de-bebês, o nosso passeio teria sido um mega-desastre. Com a capa, a Clara chegou como se nada tivesse acontecido.

    Sem a sombrinha, em alguns dias, eu precisei ficar procurando o lado certo da rua para empurrar o carrinho para desviar do sol forte.

Jante com as galinhas

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    Se nós não fossemos latinos, este item nem precisaria existir mas como, na nossa cultura, o hábito é jantar tarde, eu preciso dizer que é complicado jantar fora com bebês. Normalmente, depois da última mamada, o bebê vai para o berço até o dia seguinte, então, é chato carregar o bebê para um restaurante e depois no “meio da noite” colocar no berço. Nós achamos duas opções que funcionaram:

    1) O famoso “jantar de supermercado” feito no quarto do hotel. Na Europa, é uma solução quase imbatível, um prazer. E é tão econômico quanto conveniente e gostoso numa viagem com bebês. Dá pra arriscar um room service também, se disponível no seu hotel;

    2) Jantar “com as galinhas”: escolha o restaurante e faça uma reserva por volta das 6 da tarde. Avise que você estará com um bebê e sua mesa será especialmente colocada para estacionar o carrinho. Você vai pegar o restaurante antes de encher e quando o jantar terminar, você volta para o hotel, dá de mamar e coloca o bebê para dormir.

Vacina contra antipatia

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Esta senhora, muito simpática, bateu um papão com a Clara, só elas se entenderam… em Alemão…

    Há coisas que só um bebê faz por você e esta é uma delas… Uma das grandes delícias da viagem com bebês é descobrir o quanto você é simpático e não sabia.

    Não há cara amarrada ou mal humor que resista ao sorriso, olhar ou a simples presença de um bebê. Todo mundo dá uma força, você conseguirá ajuda e será bem recebido em todos os lugares.

O Mundo sorri para os bebês.

“La dolce vita” de bebê

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    Segundo o meu pai, aquele seria o meu primeiro dia de férias e eu talvez só soubesse o verdadeiro valor disso quando fosse maiorzinha. Sei lá, eu só sei que, naquele dia, eu queria mesmo era dormir até mais tarde.

    Enquanto pegava no sono na noite anterior, eu ouvi meus pais conversando sobre o tal jet lag e se eu sentiria isso. Acho que rolou sim porque eu acordei quase às 10 horas da manhã naquele dia e meus pais já estavam em pé, prontos e animadíssimos. Estranho, normalmente quem acorda primeiro em casa sou eu e eles chegam com a maior cara de sono.

    Outra coisa estranha é que meus brinquedos preferidos estavam comigo no berço, mas aquele não era bem o meu berço. Embora fosse bem confortável, achei esquisito dormir no mesmo quarto que os meus pais. Meu pai ronca!

    Eu mamei muuuuuito, minha fralda foi trocada (eca!) e minha mãe me vestiu só com metade das roupas que costumo vestir. Eu achei que ela iria passar Hipoglós no meu rosto, mas era protetor solar! Por quê? Ela falou também que eu conheceria o Verão naquele dia e que eu sentiria calor como ainda não havia sentido na vida. Verdade!

    Roma no Verão é quente mesmo e estava uma delícia. Do meu carrinho, eu podia ver o céu azul mais lindo que já tinha visto. Os meus pais estavam empolgadíssimos em voltar à Fontana di Trevi, o lugar mais marcante que eles visitaram em Roma na viagem que fizeram 10 anos antes. Dava gosto de ver a alegria deles.

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    Mas sabe que, depois de comer e brincar um pouquinho, aquele passeio pelas ruas de paralelepípedo começou a me dar um sono… Um soninho tão bom, aquele calorzinho e… quando cheguei à Fontana di Trevi, eu estava dormindo.

    Dormi fundo com aquele calor gostoso, o barulho das águas da Fontana e da muvuca dos turistas. Os meus pais ficaram um tempão lá. O meu pai parecia japonês batendo foto. Eles estavam tão felizes, pareciam crianças.

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    Depois de passear na Fontana, meu pai falou que queria ir ao Pantheon, eu já estava mais animada, bem acordadona, mas já ficando com fome.

    Imediatamente, meus pais identificaram uma base pra nos instalarmos. O Ristorante Antonio al Pantheon. Fomos super bem recebidos. Todo mundo veio brincar comigo e meu pai ficou logo de olho na salada caprese. Era cedo para almoço de adulto, estava bem vazio. Foi ótimo, fiquei bem à vontade pra mamar e só depois que eu comi é que eu deixei meu pai comer. Minha mãe me levou lá pra fora pra eu dar os meus arrotinhos enquanto meu pai terminava de comer a tal salada caprese dele.

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    No Pantheon eu cheguei acordada. Acordadíssima! Eu podia sentir que aquele era mesmo um lugar especial. Quanta gente veio brincar comigo! Eu era só sorrisos e meu pai era só fotos. Eu podia ver o olhar encantado deles! Adorei ouvir a história do lugar que meu pai me contou. Ele não sabia, ele aprendeu ali 🙂

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    Voltamos para o hotel quando o sol começou a ficar muito quente no meio da tarde. Foi tão gostoso, meus pais ficaram brincando comigo, depois tirei um cochilo… Acho que eles também….

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    No final da tarde – precisa ver como o sol se põe tarde quando é Verão – a gente saiu de novo. Meu pai tava a fim de um espresso e foi direto no café mais antigo de Roma que ficava bem pertinho do nosso hotel na Via dei Condotti. O Antico Caffé Greco foi fundado no século XVIII e meu pai tomaria muuuuuitos espressos ali comigo naqueles dias enquanto minha mãe olhava as vitrines das lojas.

    Depois desse passeio, minha mãe me deu um banho! Minha banheira de viagem é um pato inflável! Tão legal, ele faz barulho e meu pai não gastou cinco minutos para enchê-lo! Foi presente da vovó GiraMundo.

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    Em seguida, mamar e dormir. Eu quase podia ouvir meus pais jantando a comida entregue de um restaurante ali de perto, mas eu precisava dormir.

    Aprendi outra frase em italiano naquele dia: dolce far niente. Isso é que é vida!

Viagem com bebês: Triatlon no aeroporto!

É difícil gastar menos de 3 horas entre sair de casa e entrar no avião. Quem tem bebê em casa sabe exatamente o que isso significa: um intervalo de uma mamada.

Depois que a Clara nasceu, nós passamos a contar o tempo em uma unidade de tempo diferente: mamadas/dia.

No dia da viagem, estávamos cientes de que teríamos problemas se ela ficasse com fome entre o táxi e a poltrona do avião.
Combinamos com o taxista o horário de saída com antecedência, observando o horário do nosso vôo e os horários de mamada da Clara. O esquema foi fazer uma conta de chegada para ajustar a última mamada em casa aos últimos instantes antes da partida. Para isso, deixamos tudo pronto, tudo mesmo, inclusive malas e chaves na porta, demos de mamar para o bebê nos instantes que antecederam à partida e… Fomos!

Foi mamar e correr para a prova de triatlon que nos aguardava:

    Check-in
    Imigração/controle de segurança
    Embarque


Check-in

Esta é uma prova traiçoeira porque apesar de parecer fácil, há um detalhezinho novo que pode acabar com a sua viagem logo ali, antes de começar.

Quando fiz o passaporte da Clara, já no novo formato do novo passaporte brasileiro, eu notei que o documento não apresenta mais a filiação do titular. Isso significa que o novo passaporte brasileiro da Clara não contém o meu nome, nem o da minha mulher. Lá na Polícia Federal, fui informado de que eu não precisaria me preocupar porque a filiação e “outros detalhes” (minha pergunta era: como provar que sou pai da Clara para alguma autoridade que me parar mundo afora?) estão codificados no campo hachurado logo abaixo da data de expedição e vencimento do passaporte. Entendeu a pegadinha?

Seria preciso que toda “otoridade” do mundo tivesse uma maquininha para ler o tal campo se precisasse comprovar que somos os pais da Clara. Será que alguém achava mesmo que isso funcionaria? Quem teve essa brilhante idéia? Por quê?

Se eu já não gostava da cor do novo passaporte brasileiro, eu havia encontrado um motivo sério para odiá-lo. Ele simplesmente não resolve como documento de viagem. Você precisa viajar com a certidão de nascimento do bebê se não quiser ter problemas. NÃO PODE ESQUECER. Ainda bem que não confiei na informação que recebi do oficial da Polícia Federal porque a certidão de nascimento foi a primeira coisa que o atendente do check-in pediu ao ver o novo passaporte brasileiro da Clara. Lógico, ele não tem maquininha nenhuma…

Com ou sem cartões de milhagem estrelados, viajando na classe econômica ou primeira classe, se você viajar com um bebê, você terá prioridade sempre. Aproxime-se do balcão e seja atendido prontamente, mas não deixe de levar a certidão de nascimento do bebê, hehehe.

Imigração/Controle de segurança

Essa prova é complicada, pois requer equilíbrio com o bebê, atenção com a bagagem, agilidade no abrir-fechar-colocar-tirar-do-raio-X e acima de tudo, muuuuuito jogo de cintura.

É também a etapa menos previsível. Os juízes da prova ou agentes de segurança aplicam as regras conforme o humor no dia, então, o nível de exigência varia muito ao redor do mundo:

Inexistente, condescendente, quase imprudente: Amsterdam.
O agente nos deixou embarcar com mais de 1 litro de água mineral, detergente, esponja, sucos, vários cremes e toda a sorte de itens “perigosos” que nós simplesmente havíamos esquecido de tirar da mala de mão. Ele me chamou de lado e me disse: “Olha, eu vi no Raio X que sua mala tem um monte de coisa que eu não poderia deixar você levar, mas como você está com um bebê e família, vou deixar você levar, mas disfarce, não deixe ninguém ver, pois posso ter problemas se alguém pegar que te deixei entrar assim”.

Profissional e simpático: Guarulhos e Viena.
Os agentes foram exigentes na verificação da bagagem de mão mas, ao menos, todo mundo nos ajudou a carregar e segurar as mochilas, abrir e fechar as bolsas. A Clara conseguiu cativá-los facilmente;

Cômico, mas eficiente: Roma.
Em Roma, o detector de metais disparou quando minha mulher passava com a Clara nos braços. Com isso, a agente quis revistá-la e eu achei que devia então segurar a Clara para colaborar. Mas não, eu não podia, a agente queria revistar as DUAS. Tadinha da Clara, tudo bem que a fotinho dela no passaporte com os olhos quase fechados parece mesmo de uma bebê “perigosa e procurada” mas, daí a achar que ela carregaria uma arma nas fraldas, foi hilário.

Cri-cri, antipático, ineficiente e sem bom senso: Lisboa.
Os agentes de segurança nos fizeram abrir toda a bagagem de mão sozinhos, abriram até as pomadas “íntimas” da Clara e nos fizeram experimentar o resto de água da garrafinha térmica pra mamadeira que o agente suspeitava ser nitroglicerina.

O melhor é usar o bom senso e bom humor. Levar água, comida e mantimentos justificáveis para o tempo do seu vôo. Se for um vôo intercontinental, eu levaria o suficiente para até 24 horas de mamadas e trocas de fraldas. Dessa forma, problemas de verdade, você não vai ter, bastará agüentar os eventuais “malas”.

A etapa da imigração comprova a ineficiência do nosso novo passaporte brasileiro. O agente de imigração da Polícia Federal disse que ele não tinha a máquina de leitura do novo passaporte ali no balcão dele. Ele também pediu pra ver a certidão de nascimento!!!

Embarque

Esta prova exige apenas paciência. Procure um canto próximo ao portão e só embarque no finalzinho quando todo mundo já estiver instalado lá dentro.

Para conforto dos papais não marombados, o carrinho pode ser levado até a porta do avião. Lá, o funcionário despacha para o bagageiro pra você e quando desembarcar é só pedir que eles te entregam de volta na porta também. Demora uns 5 ou 10 minutos, mas ajuda muito em aeroportos gigantes mundo afora.

Se você passou incólume pelas provas anteriores, esta só será difícil se o vôo atrasar. Se atrasar, como aconteceu conosco em Guarulhos e em Lisboa, corra para a sala VIP mesmo que você não esteja viajando na classe executiva ou não tenha um cartão de milhagens estrelado.

Na hora do aperto, vale apelar para “estou com o bebê precisando dormir um pouquinho, meu vôo está atrasado, posso usar seu sofá um pouquinho?” Afinal, se o vôo atrasou, provavelmente a culpa foi da própria companhia aérea, então use qualquer argumento para entrar. Só não vai falar que você quer trocar a fralda lá dentro … ainda que seja essa a primeira coisa que você tenha pensado em fazer lá. 🙂

Viagem com bebês: Roteiro

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Precisei consultar todos os meus globos para definir esse roteiro! 🙂

A definição de um roteiro segue preferências tão pessoais que muitas vezes podem parecer irracionais.
Ao fazer nosso primeiro roteiro de viagem com a Clara ficou óbvio que não dava para fugir de fatores novos, todos bem racionais.

O segredo parecia estar no alinhamento das expectativas do que conseguiríamos com a Clara, realizar apenas o que fosse possível e planejar bastante!

Ok, tudo muito certinho, mas estava faltando uma pitada de emoção, de irracionalidade, a gente só não sabia bem onde.

Começou assim, mas não deixe ver o prefácio desta história:

Escopo:

  • Queríamos um lugar quente para a época do ano (Julho 2007);
  • Confesso que me desanimava ver os atrasos dos vôos domésticos e a loteria que era embarcar para um destino dependendo de Gol e TAM. Eu falava para os meus amigos que eu poderia chegar à Europa antes que conseguisse embarcar para Fortaleza. (parece que agora está melhor… quem sabe…);
  • Ao mesmo tempo, o USD estava na mínima contra o poderoso REAL. Tentação de aproveitar e ir para o exterior!
  • Buenos Aires parecia uma pedida fácil e convidativa, mas no inverno e com bebê, não fechava na nossa cabeça;
  • Destinos exóticos, ecoturismo ou países com problemas graves de segurança estavam absolutamente fora dos planos, lógico;
  • Não dava pra ser nada nos EUA porque a Clara não tem visto ainda e não daria tempo de tirar.
  • Resposta: Europa. A gente já sabia.

    Objetivo
    Escolher duas cidades européias para dividirmos em duas semanas de férias.

  • Não dava pra ter muitas trocas de hotel e precisávamos de poucos deslocamentos. O roteiro não poderia exigir grandes viagens de trem ou aluguel de carro. Cuidar da Clara seria a prioridade, eu não queria ter que me preocupar com caminho, estrada, horário de trem, etc;
  • Resposta: Isso limitou que a viagem seria restrita às cidades grandes ou médias.

  • O roteiro tinha que incluir cidades que fossem grandes suficientes para nos entreter e não nos entediar por uns bons dias, para que pudéssemos chegar, ficar e ver o que fosse possível;
  • Resposta: Quase todas as capitais européias entraram nessa lista.

  • Havia uma preferência por cidades com relevo baixo que facilitasse caminhar com um carrinho de bebê;
  • Resposta: Amsterdam, Viena, Paris, Berlim, Copenhagen.

  • Nem quente demais, nem frio demais, mas melhor que fosse um pouco mais para quente, o bebê sofre menos com o calor do que os pais, o importante MESMO é proteger do sol!
  • Resposta: Quem sabe Amsterdam, Berlim, Paris…

  • Tinham que ser lugares em que simplesmente “estar lá” fosse mais atraente do que visitar uma atração turística especial. Já pensou se a gente fosse até São Petersburgo e eu não conseguisse entrar no Hermitage?
  • Resposta: Passamos a considerar voltar a lugares que adoramos em outras viagens e aí entrou na lista: Roma, Paris, Lisboa e Milão (que embora a gente não conheça, fica na Itália e isso é suficiente para nós. A Itália é o nosso destino predileto!)

  • Voltar a um lugar que já havíamos visitado seria uma boa pedida, mas que tentação de ver um lugar novo…
  • Resposta: Eu não conhecia Viena e a Tati havia gostado muito de lá, a Tati não conhecia Amsterdam e eu havia gostado muito também da Holanda. Parecia que fechava bem em todos os aspectos, mas estava faltando alguma coisa…esse roteiro estava muito racional.

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    O toque irracional que faltava

    Que tal passar na Itália, uma passadinha rápida só pra matar a vontade? Milão para fechar o roteiro?

    Beleza e assim acertamos, emitimos os bilhetes, reservamos os hotéis. Mas foi ele, o Giuseppe Raimondo, meu amigo italiano, que falou para eu trocar Milão por Roma. Foi assim, de última hora e por impulso, que eu segui o conselho do Zé concordando que como eu já havia estado em Roma antes e feito todo o tour lerê, Roma cairia bem melhor com o nosso objetivo.

    “Basta estar em Roma, Giorgio!”

    Receoso com o calor de Roma, com as ruas de paralelepípedo e com o relevo irregular, resolvemos arriscar ainda que parecesse um absurdo para nós mesmos. Nós visitamos Roma uma única vez, havia 10 anos na primeira viagem à Europa e havíamos feito tudo errado. Que isso não fosse um presságio. Não, não era!

    E assim, o roteiro ficou: Roma, Viena e Amsterdam. Não, eu não recomendo que se leve um bebê a Roma se essa for sua primeira viagem, mas que delícia foi ter levado a Clara à Itália na primeira viagem dela.

    Essa pitada de irracionalidade fez toda a diferença!