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Viagem com bebês: Prefácio

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As pessoas nascem, crescem, vão pra escola, começam a trabalhar, se casam, têm filhos, continuam trabalhando, se aposentam e morrem.

E pra fazer tudo isso, existe um script assim meio tácito que as pessoas são esperadas a cumprir em todas as fases da vida, em todas as situações.

E quando elas tiram férias? A mesma coisa acontece. Sempre haverá quem diga que há uma viagem certa pra cada fase da sua vida.

“Você já passou da fase de se hospedar em albergue.”
“Você tinha que ter ido ao Carnaval de Salvador com 20 anos.”
“Com 10 anos, a criança não aproveita isto ou aquilo, blá, blá, blá.”

Alguém disse criança?

Sim, porque quando as pessoas têm filhos, aí o que se espera é que elas não saiam de férias por um bom tempo, que a vida passe a girar ao redor das crianças e que quando comecem a viajar de novo, os novos destinos serão: um hotel-fazenda ou um lindo resort.

Mas por que tem que ser assim? A resposta é não tem que ser assim.

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Minha mulher e eu viajamos durante toda a gravidez da nossa primeira filha. A Clara foi concebida numa viagem. Nós adoramos viajar. É o nosso hobby, nosso esporte.

Gostamos de alternar os tipos de viagem: uma vez praia, uma vez campo, uma vez turismo-urbano, uma vez dentro do país, outra vez fora.

Um resort ou um hotel fazenda não nos atrai. Eu acredito que haja alternativas para viajar com crianças que fujam do script, do manual de instruções. E não estou falando de turismo pra adultos em que as crianças são arrastadas pelos pais sem que elas também tenham sua diversão.

A Clara mudou nossa vida pra muito melhor ao passar a fazer parte de tudo o que fazemos e a vida dela será, também, fruto das experiências que ela passará conosco. Com bom senso e responsabilidade, dá pra fazer tudo!

Foi pensando assim que resolvemos que nossa primeira viagem com a Clara seria para a Europa quando ela completasse 3 meses!

Nós, pais, não esqueceremos jamais da experiência de passar tudo isso com nossa pequena do lado. Quem poderia esquecer, não é mesmo?

É verdade, a Clara não lembrará que esteve em Roma ao lado do Coliseu, ela não percebeu quanto Viena e Bratislava, apesar de vizinhas, são tão diferentes e nem mesmo notou a simpatia das pessoas em Amsterdam.

Mas isso não importa, porque pra ela o importante nesta fase é estar conosco onde quer que estejamos, com segurança, proteção e… recebendo estímulos.

Pois aí é que eu pergunto: Quer estímulo maior do que mostrar o Mundo para um bebê?